Sabiam que nas estações dos CTT, as esferográficas e a fita-cola têm de ser compradas do próprio bolso e levadas para o trabalho pelos funcionários?
Não é piada, nem saiu nas notícias, eu sei porque uma pessoa da minha família, cuja relação de parentesco comigo começa por um "i", acaba num "ã", e tem pelo meio, de forma completamente aleatória, as letras "rm", é menina da caixa de uma grande estação de Lisboa.
Dizia-me ela ontem que, quando acabarem as canetas que os clientes lhe deram de brinde no Natal, tem de começar a comprar a sua própria esferográfica.
Mana, um conselho: escreve o teu nome por cima de um bocadinho de tinta correctora, como se fazia antigamente, e talvez também um cordelinho preso ao balcão para os clientes distraídos não se esquecerem dela colada aos dedos...
E vocês, seus malandros, quando forem aos correios e pedirem uma caneta emprestada para preencher o impressozinho, lembrem-se que a piquena atrás do balcão pode ser a minha irmanita e tenham a consideração de a devolver, ok???
sábado, janeiro 31, 2004
NÃÃÃÃÃÃÃÃÃOOOOOOOO!!!..........
Alberto João Jardim pode ser o próximo presidente da AR.
Não, a sério, mas vocês estão a imaginar o homem como presidente da AR?? Lá se vai o pouco prestígio que nos resta...
Não, a sério, mas vocês estão a imaginar o homem como presidente da AR?? Lá se vai o pouco prestígio que nos resta...
sexta-feira, janeiro 30, 2004
Significados Ocultos
Eis finalmente desvendado o que se esconde por trás das inocentes iniciais ELSA TS, já que tanto me perguntam o que quer dizer o TS...
(Encontrado no Blog do Bidé. Descubram o vosso nome cyborg aqui.)
quinta-feira, janeiro 29, 2004
Ter Outra Vez Vinte Anos...
Ontem tive outra vez vinte anos. Durante dois minutos, recuei no tempo e voltei a essa época feliz.
Foi quando uma senhora do telemarketing me ligou e disse que andava a fazer um estudo num universo de pessoas com mais de vinte e cinco anos.
Foi quando uma senhora do telemarketing me ligou e disse que andava a fazer um estudo num universo de pessoas com mais de vinte e cinco anos.
terça-feira, janeiro 27, 2004
Mais clichés
E, já agora, outras frases feitas sobre futebol das quais discordo:
"É indecente ganharem tanto dinheiro para andarem aos pontapés à bola"
Não, não é. Têm uma profissão bem paga. Quanto melhores são, mais ganham. Têm esses ordenados porque as pessoas gostam de bola e esta dá audiências. Sorte deles.
"Quero lá saber, eles é que ganham os milhões."
Eu QUERO lá saber. Sou benfiquista, gosto de futebol, sofro com a minha equipa e com a selecção. Importo-me.
"É indecente ganharem tanto dinheiro para andarem aos pontapés à bola"
Não, não é. Têm uma profissão bem paga. Quanto melhores são, mais ganham. Têm esses ordenados porque as pessoas gostam de bola e esta dá audiências. Sorte deles.
"Quero lá saber, eles é que ganham os milhões."
Eu QUERO lá saber. Sou benfiquista, gosto de futebol, sofro com a minha equipa e com a selecção. Importo-me.
Sensibilidades Politicamente Correctas
Andei a ouvir comentários sobre a morte do Feher, e parece que o que se deve dizer é que "todos os dias morre muita gente e ninguém liga nenhuma", "nas guerras morrem muitos inocentes e não se vêem estas manifs de solidariedade" e outros clichés politicamente correctos do género.
Para que conste, NÃO, não me impressionam tanto as mortes de todas as pessoas inocentes que morrem todos os dias em todo o mundo em guerras e acidentes, lamento.
Pessoalmente, impressionou-me mais ver uma pessoa cair morta em directo, à frente dos meus olhos, não num campo de batalha ou numa estrada, mas num campo de futebol onde não se espera que as pessoas morram.
Sou assim, as minhas sensibilidades às vezes são um bocado insensíveis.
Para que conste, NÃO, não me impressionam tanto as mortes de todas as pessoas inocentes que morrem todos os dias em todo o mundo em guerras e acidentes, lamento.
Pessoalmente, impressionou-me mais ver uma pessoa cair morta em directo, à frente dos meus olhos, não num campo de batalha ou numa estrada, mas num campo de futebol onde não se espera que as pessoas morram.
Sou assim, as minhas sensibilidades às vezes são um bocado insensíveis.
Havia jogo na Luz
Hoje era como se houvesse jogo na Luz, porque vi muitas pessoas no Metro com camisolas e cachecóis do Benfica.
Óscares
Desde que trabalho em casa, assisto sempre à cerimónia dos Óscares, de Domingo para Segunda (29 de Fevereiro). Ver televisão até às 5 da manhã às vezes justifica-se.
Este ano tenho ido pouco ao cinema. Tenho até ao fim de Fevereiro para ver o Lost In Translation, o Mystic River e o terceiro filme do Senhor dos Anéis.
Ainda por cima tenho aqueles cupõezinhos de desconto que saem no DN ao Domingo, muito jeitosos, com os quais faço a festa por metade do dinheiro, mas tem de ser nas sessões da tarde durante a semana.
E eu detesto ir ao cinema sozinha. Será pancada? Acho que vou perder o medo dos papões e fazer umas matinés all by myself.
(Os nomeados foram hoje anunciados, estão todos aqui, na página oficial.)
Este ano tenho ido pouco ao cinema. Tenho até ao fim de Fevereiro para ver o Lost In Translation, o Mystic River e o terceiro filme do Senhor dos Anéis.
Ainda por cima tenho aqueles cupõezinhos de desconto que saem no DN ao Domingo, muito jeitosos, com os quais faço a festa por metade do dinheiro, mas tem de ser nas sessões da tarde durante a semana.
E eu detesto ir ao cinema sozinha. Será pancada? Acho que vou perder o medo dos papões e fazer umas matinés all by myself.
(Os nomeados foram hoje anunciados, estão todos aqui, na página oficial.)
segunda-feira, janeiro 26, 2004
Livros
Acabei de ler "The Da Vinci Code", de Dan Brown, sem saber que era uma versão "romantizada" de "O Sangue de Cristo e o Santo Graal" (já agora, auto-publicidade... traduzido por moi même, Ed. Livros do Brasil).
Se forem como eu, que adorei "O Evangelho Segundo Jesus Cristo" e que vi duas vezes "A Última Tentação de Cristo", leiam estes livros se puderem.
Não que a Igreja Católica precise de mais abanões nos tempos que correm, mas a ideia de um Cristo mortal, casado e com filhos, e de uma descendência sua sobrevivente até aos dias de hoje, protegida por uma irmandade secreta, é sem dúvida interessante.
Afinal de contas... toda a gente gosta de uma boa conspiração.
Se forem como eu, que adorei "O Evangelho Segundo Jesus Cristo" e que vi duas vezes "A Última Tentação de Cristo", leiam estes livros se puderem.
Não que a Igreja Católica precise de mais abanões nos tempos que correm, mas a ideia de um Cristo mortal, casado e com filhos, e de uma descendência sua sobrevivente até aos dias de hoje, protegida por uma irmandade secreta, é sem dúvida interessante.
Afinal de contas... toda a gente gosta de uma boa conspiração.
domingo, janeiro 25, 2004
Ler nos Olhos
Sabem como às vezes dizemos "eu vi logo nos olhos dele"?? Então confirmem lá se têm mesmo essa capacidade afinada. É aqui. Não é difícil, eu acertei todas, mas também já se sabe que sou uma rapariga muito sensível...
sexta-feira, janeiro 23, 2004
O Ano do Macaco II
Conversa puxa conversa, copo puxa copo, e o que começou por ser um jantarzinho no chinês para comemorar a chegada do Ano do Macaco acabou por se transformar numa noitada até às 4 da manhã.
Portanto, uma excelente forma de entrar com o pé direito, se não fosse a dor de cabeça, mas já se sabe, todas as coisas têm um lado positivo e outro menos positivo...
Portanto, uma excelente forma de entrar com o pé direito, se não fosse a dor de cabeça, mas já se sabe, todas as coisas têm um lado positivo e outro menos positivo...
quinta-feira, janeiro 22, 2004
No Smoking
Por ver que a Susana está a deixar de fumar, senti mais uma vez a pontada na carteira que assinala as minhas temporárias crises de "Quem me dera não fumar".
Mas o que eu gostava mesmo era de acordar um dia num universo paralelo onde o tabaco nunca tivesse sido inventado. Sem recordações de alguma vez ter fumado. Até não me importava de ficar sem a minnha colecção de Zippos. Mas parece-me que neste universo a coisa vai ser complicada...
Mas o que eu gostava mesmo era de acordar um dia num universo paralelo onde o tabaco nunca tivesse sido inventado. Sem recordações de alguma vez ter fumado. Até não me importava de ficar sem a minnha colecção de Zippos. Mas parece-me que neste universo a coisa vai ser complicada...
O Ano do Macaco
Hoje, precisamente às 17h05m, começa o Ano Novo chinês, e vamos entrar no ano do Macaco, que por acaso é o meu. Para comemorar, estou a pensar ir comer uma galinha com amêndoas ou um chop-suey de qualquer coisa. Pode ser que oferecer os digestivos faça parte das tradições chinesas.
É triste ser cegueta
Andei hoje a ver os preços para os meus óculos novos e estou aqui num estado de depressão profunda. Mas tem mesmo de ser. É que eu tenho a mania de ler na cama e a haste que fica encostada à almofada já viu dias melhores.
Quando era chavala ainda andei a experimentar as lentes de contacto, mas tinham de ser semi-rígidas e aquilo era basicamente a mesma coisa que ter um caco de vidro em cada olho. Depois, um dia, pus a lente mal no estojo, fez vácuo, e quando tentei sacá-la estilhaçou-se. Como ainda não eram as minhas lentes e ainda não tinha pago nada, andava só em adaptação, fui logo lá devolver os pedacinhos e desisti da ideia. Ainda hoje estou estupefacta em como não me fizeram pagar aquilo, mas enfim.
Operação, está fora de questão por duas razões: custa muito mais do que um par de óculos e eu faz-me muita confusão a ideia de me andarem a mexer nos olhos, obrigada.
O nosso Sistema Nacional de Saúde nestas coisas dos óculos funciona muito bem. Tinha de esperar uns anos por uma consulta no hospital, e depois eles comparticipam, salvo erro, com 2 euros para as lentes. É mesmo verdade. Não deve ser considerada uma coisa essencial.
Portanto, tenho mesmo de perder o amor a umas centenas de euros. Ou então não, e passar o resto da vida às apalpadelas. Pensando bem, é uma situação com potencialidades engraçadas...
Quando era chavala ainda andei a experimentar as lentes de contacto, mas tinham de ser semi-rígidas e aquilo era basicamente a mesma coisa que ter um caco de vidro em cada olho. Depois, um dia, pus a lente mal no estojo, fez vácuo, e quando tentei sacá-la estilhaçou-se. Como ainda não eram as minhas lentes e ainda não tinha pago nada, andava só em adaptação, fui logo lá devolver os pedacinhos e desisti da ideia. Ainda hoje estou estupefacta em como não me fizeram pagar aquilo, mas enfim.
Operação, está fora de questão por duas razões: custa muito mais do que um par de óculos e eu faz-me muita confusão a ideia de me andarem a mexer nos olhos, obrigada.
O nosso Sistema Nacional de Saúde nestas coisas dos óculos funciona muito bem. Tinha de esperar uns anos por uma consulta no hospital, e depois eles comparticipam, salvo erro, com 2 euros para as lentes. É mesmo verdade. Não deve ser considerada uma coisa essencial.
Portanto, tenho mesmo de perder o amor a umas centenas de euros. Ou então não, e passar o resto da vida às apalpadelas. Pensando bem, é uma situação com potencialidades engraçadas...
terça-feira, janeiro 20, 2004
Venham os hamburgueres!
Os EUA dizem que não está provada a associação entre a fast-food e a obesidade, e portanto vão boicotar o plano da Organização Mundial de Saúde, que se centra em alimentação mais saudável e mais exercício físico.
Estou perfeitamente de acordo. Quando uma pessoa se atira de uma janela num vigésimo andar, também não morre da queda, morre é quando bate no chão.
Agora a sério, não se ralem muito. Deixem-nos engordar e morrer de diabetes e ataques cardíacos. Às tantas, era uma sorte para os marcianos.
Estou perfeitamente de acordo. Quando uma pessoa se atira de uma janela num vigésimo andar, também não morre da queda, morre é quando bate no chão.
Agora a sério, não se ralem muito. Deixem-nos engordar e morrer de diabetes e ataques cardíacos. Às tantas, era uma sorte para os marcianos.
segunda-feira, janeiro 19, 2004
Fetiches
Ok, cada um é como cada qual, direito à diferença e etc., há lugar para todos neste mundo de Deus, blá blá, mas será que alguma coisa não está fora do sítio quando desde o início do blog alguém insiste em cá entrar pela pesquisa "experiências com animais"? É uma das buscas preferidas.
E hoje, para me dar pesadelos, alguém entrou no Google e fez uma pesquisa por "barata descalça". Não consigo imaginar o que vai na cabeça de uma pessoa que pensa em baratas descalças. É que nem estou a ver como é que alguém se lembra de uma barata calçada. A ideia de sapatinhos microscópicos espalhados ao lado do cadáver de uma barata não vai ser fácil de apagar da minha mente. Sapatos de salto alto. Ou pantufinhas.
E hoje, para me dar pesadelos, alguém entrou no Google e fez uma pesquisa por "barata descalça". Não consigo imaginar o que vai na cabeça de uma pessoa que pensa em baratas descalças. É que nem estou a ver como é que alguém se lembra de uma barata calçada. A ideia de sapatinhos microscópicos espalhados ao lado do cadáver de uma barata não vai ser fácil de apagar da minha mente. Sapatos de salto alto. Ou pantufinhas.
Folclore familiar
Este fim de semana "casou-se-me" mais uma sobrinha (que por acaso estava linda de morrer, não é por ser da minha família). Para quem ainda não reparou, na minha família há, por assim dizer, uma predominância de cromossomas X. O que me recorda uma história que se conta para o explicar.
Então reza a história que o meu pai, em rapazola atrevido, roubou o coração (e não sei se mais alguma coisa) a uma rapariga cigana. Parece que a mãe da moça não gostou, e conta-se que lhe fez uma espera à porta, se atirou para o chão e lhe rogou uma praga: que ele só havia de ver descendentes mulheres, para poder ver os outros gozarem com as filhas dele como ele tinha gozado com as filhas dos outros.
E agora os factos: o meu pai teve três filhas. A minha irmã mais velha teve duas filhas. A minha irmã mais nova teve duas filhas. A minha sobrinha mais velha teve uma filha. Estão a fazer a contabilidade? São oito mulheres em três gerações.
O meu pai morreu há três anos. A minha sobrinha mais velha engravidou dois meses depois. Um rapaz. O primeiro. Eu e as minhas irmãs achamos que agora, daqui para a frente, vai ser um ver se te avias de rapazolas. Mas a verdade é que o meu pai nunca soube de outra coisa senão filhas, netas e bisnetas.
Apetece dizer, pero que las hay, hay...
Então reza a história que o meu pai, em rapazola atrevido, roubou o coração (e não sei se mais alguma coisa) a uma rapariga cigana. Parece que a mãe da moça não gostou, e conta-se que lhe fez uma espera à porta, se atirou para o chão e lhe rogou uma praga: que ele só havia de ver descendentes mulheres, para poder ver os outros gozarem com as filhas dele como ele tinha gozado com as filhas dos outros.
E agora os factos: o meu pai teve três filhas. A minha irmã mais velha teve duas filhas. A minha irmã mais nova teve duas filhas. A minha sobrinha mais velha teve uma filha. Estão a fazer a contabilidade? São oito mulheres em três gerações.
O meu pai morreu há três anos. A minha sobrinha mais velha engravidou dois meses depois. Um rapaz. O primeiro. Eu e as minhas irmãs achamos que agora, daqui para a frente, vai ser um ver se te avias de rapazolas. Mas a verdade é que o meu pai nunca soube de outra coisa senão filhas, netas e bisnetas.
Apetece dizer, pero que las hay, hay...
Tentar não custa...
E depois temos esta moçoila que, coitada, só quer que lhe carreguem o "telele" com 4,99€, e em troca promete amizade e "talbez algo +...".
Ele há cada uma...
Ele há cada uma...
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