Vamos concretizar um sonho! Vota Luís Pingu Monteiro!

sexta-feira, julho 17, 2009

Mau Humor Matinal

Tenho um bocadinho de pena que, desde que a minha filha nasceu, eu não possa ceder ao meu anterior mau-humor matinal; aquela hora e tal de cara fechada e resmungos, na verdade, sabia-me bem. Era a minha maneira de começar o dia, de entrar lentamente nas rotinas, até depois do café e do primeiro cigarro.

Agora, quando o que me espera assim que abro os olhos de manhã é uma criaturinha de braços esticados na cama a pedir «cóou» (é colo, e não o que estão a pensar!), regra geral toda mijada (peço desculpa, mas é mesmo assim!) e com uma energia e boa disposição monumentais depois de ter estado onze horas a recarregar as pilhas, não tenho tempo para maus-humores e, como num anúncio piroso de televisão, isto aqui em casa é um paraíso de nuvens cor-de-rosa e sorrisos...

quarta-feira, julho 08, 2009

Todos os bebés comem areia da praia

Sim, todos os bebés comem areia da praia e a filha não é excepção! Já tinha provado uns grãozitos quando leva as mãos sujas de areia à boca, mas isso foi apenas o aperitivo.

Honestamente, nunca ouvi falar de um bebé que comesse areia como ela comeu hoje. Para esta miúda, não há cá encher a mão e meter na boca, não há cá usar a pázinha de brincar como colher.

Esta croma pôs-se de gatas, baixou a cabeça e ABOCANHOU a areia. Mordeu a praia, literalmente. Deu uma trinca na Costa da Caparica.

(Ainda consegui tirar-lhe um bocadinho de LAMA da boca mas depois engasgou-se e vomitou o lanche, claro.)

When it rains, it pours

Gosto muito deste ditado inglês. Em português, o equivalente seria «não há fome que não dê em fartura», mas em inglês é mais giro: quando chove, chove mesmo!

Isto para dizer que andei uma ou duas semanas um bocadinho apoquentada porque «só» tinha um livro em mãos e outro para fazer a seguir; estou tão habituada a não ter mãos a medir que um ritmo de trabalho normal me parece pouco. Claro que o Universo está sempre à espera que a gente se manifeste para dar um ar da sua graça, e neste momento tenho trabalho até fins de Janeiro e nem tempo para me coçar.

Portanto não estranhem se eu aparecer menos, mas eu vou aparecendo!!

Boas notícias

Parece que a cerveja afinal só faz é bem. Diz que é a bebida ideal para os desportistas. Se faz bem aos desportistas, acho que nós, os sedentários, só temos a ganhar também!

sexta-feira, julho 03, 2009

A gourmet da chucha

A filha tem umas quatro chuchas, todas da mesma marca e do mesmo tamanho, apenas umas mais usadas e outras mais novas. Estão todas guardadas na mesa-de-cabeceira no quarto dela.

Ontem fui dar com ela de gaveta aberta, a tirar as chuchas uma a uma e a experimentá-las. Uma chupadela, gaveta. Outra chupadela, gaveta. Reduziu-as a duas, chuchou novamente cada uma dessas duas e por fim decidiu qual é que lhe agradava mais para acompanhar a bolacha que tinha na outra mão, fechou a gaveta e foi à vida dela.

quarta-feira, julho 01, 2009

Ora aí está uma coisa espantosa!

Michael Jackson não era pai biológico dos três filhos

Ora o papá:


E os dois meninos mais velhos:


Parece impossível uma calúnia destas! Os pirralhos a cara chapada do pai!

terça-feira, junho 30, 2009

Sim, isto é um baby-blog

Ontem à noite a minha filha adormeceu no chão do quarto, ao pé da porta, com uma almofadinha que foi buscar à cama, só para me dizer: «Não posso sair do quarto? Pois também não hei-de ir para a cama como tu queres. Embrulha!»

Sobre os reembolsos do IRS

Pessoal, não é uma prenda que o Estado nos dá! É uma DEVOLUÇÃO de parte do dinheiro que descontámos ao longo do ano, depois de descontadas as despesas e os benefícios!

Todos os anos, entre os amigos que me pedem para lhes entregar o IRS pela Internet, há aqueles que ficam muito desiludidos com o montante do reembolso quando fazemos a simulação, que é poucochinho. Mas se uma pessoa descontou 100 não pode receber 200, ok? Não é um bónus por serem cumpridores!

Mas uma coisa é certa: se a malta se atrasa com algum pagamento, carregam-nos com juros em cima; o meu dinheiro que esteve meses nas mãos do Estado não devia vir com juros também?

sexta-feira, junho 26, 2009

RIP



Coitada da Farrah Fawcett, que morreu no mesmo dia do Michael Jackson e ninguém vai dar por isso :-(

quarta-feira, junho 24, 2009

Cama grande

A filha chamou-me ontem de manhã sentada no alto das grades do berço, com uma perna para cada lado, sem conseguir descer. Ia-me matando do coração. É tão pequenina ainda, mas não posso deixá-la naquela cama e dormir descansada sabendo que ela consegue escalar as grades e pode cair.

Logo, hoje é transferida para a cama grande. Lençóis da Kitty, protecções laterais, um banquinho para facilitar as subidas e descidas, ai que giro, que grande palhaçada, que divertido.

Deitei-a há 15 minutos para dormir a sesta, já se levantou 20 vezes, sem exagero (suspiro)... Isto vai ser complicado...

terça-feira, junho 23, 2009

Momento Filipa Vacondeus

Ok, não resisto a pôr aqui em destaque a receita da minha torta. Os menos dados à culinária façam o favor de ignorar.

MASSA INFALÍVEL PARA TORTA

6 ovos
6 colheres de sopa de açúcar
4 colheres de sopa de farinha
2 colheres de sopa de Maizena


Bater as gemas com o açúcar até ficar um creme esbranquiçado. Juntar a farinha e a Maizena, e depois as claras em castelo.

Untar um tabuleiro com margarina, forrar com papel vegetal, voltar a untar com margarina e polvilhar com farinha.

Colocar a massa no tabuleiro, levar a forno pré-aquecido a 180º/200º cerca de 10 minutos. Desenformar sobre um pano polvilhado com açúcar, rechear a gosto e enrolar com a ajuda do pano.

NOTAS:
• As colheres de farinha não são cheias tipo monte Evereste;
• As colheres de açúcar são mais ou menos cheias consoante a doçura do recheio a utilizar e a gulodice da pessoa;
• A massa demora muito pouco tempo a cozer, basta o palito sair seco, mas fica uma massa clarinha.
• Quando se desenforma, a massa está alta: calcar levemente com um pano para retirar o ar e ficar mais fina e fácil de enrolar.
• Se o recheio for p. ex. doce de morango, pode juntar-se 3 ou 4 morangos esmagados à massa.
• Esta massa é infalível, eu testei-a duas vezes e de ambas enrolou sem qualquer problema e sem partir nem um bocadinho!

segunda-feira, junho 22, 2009

Transições e segurança

Os marcos que assinalam as fases de transição da filha e que significam que ela está cada vez mais crescida e menos dependente de mim são sempre uma angústia. Quando a mudei para o quarto dela, já com 1 ano, custou-me dez vezes mais a mim do que ela. Agora, passámos a cadeirinha do carro para o banco de trás, virada para a frente.

A verdade é que, embora as pessoas me estivessem sempre a dizer que a menina já é crescida e que tinha de a mudar para trás, segundo a Associação para a Promoção da Segurança Infantil eu é que tinha a cadeirinha na posição correcta. Dizem os estudos europeus que até devia continuar nessa posição muito mais tempo; parece-nos que as crianças ficam desconfortáveis por já serem crescidas, mas é uma ilusão. Elas vão com as pernas dobradas mas isso não é desconfortável para elas, que ainda são todas flexíveis. A tendência é tornar obrigatório o uso da cadeirinha virada para trás até aos 4 anos. Neste momento, aconselha-se pelo menos até aos 18-24 meses. Tanto faz ser à frente como atrás, desde que à frente não haja airbag (é o meu caso - o meu chaço é do tempo em que isso do airbag era modernices finas).

A filha tem quase 20 meses e eu hoje experimentei pô-la atrás, virada para a frente. Ela estrebuchou um bocadinho mas eu fiquei muito mais incomodada do que ela. Para além das questões de segurança, ali à frente, ao meu lado, virada para trás, nós interagíamos muito mais, brincávamos nos sinais vermelhos, conseguíamos olhar uma para a outra, havia festinhas e palhaçadas.

Para já, acho que vou pô-la atrás de vez em quando mas mantê-la à frente na maioria do tempo, para haver uma habituação gradual, facilitar a transição e diminuir o choque da mudança (e estou a falar de mim, claro).

domingo, junho 21, 2009

Sondagens

No século passado, trabalhei durante algum tempo na Marktest, incluindo um inesquecível Verão a correr o país de comboio, com muitas peripécias que não vêm aqui ao caso. Mas também fiz muita entrevista porta a porta e telefónica e, como a malta recebe à entrevista ou tem objectivos mínimos a cumprir, sei o bem que sabe quando se apanha uma pessoa simpática e disponível que responde a tudinho tudinho sem pressas.

Assim, sempre que me telefonam de empresas de sondagens e me perguntam se trabalho, alguma vez trabalhei, ou conheço alguém que trabalhe numa empresa do género, digo sempre que não, não senhora, e presto-me pacientemente ao interrogatório.

Esta semana ligaram-me precisamente da Marktest, estava eu a tirar a filha do banho, mas com o telefone entalado entre o ombro e o ouvido lá consegui acabar a higiene da pequena e responder a tudo (a filha ajudou manifestando o seu aborrecimento por eu estar a falar em vez de cantar as músicas do Panda).

Esta sondagem era, aparentemente, sobre política: foi votar nas Europeias, tenciona votar nas Legislativas, em quem votou há 4 anos, em quem tenciona votar agora, o que acha das grandes obras? Aeroporto, travessia do Tejo, TGV? E da situação económica, vai melhorar ou piorar? E a actuação do Presidente da República? E do Sócrates? E da Ferreira Leite? E que marcas de azeite conhece?

Repararam na mudança súbita de tema? Capaz de uma pessoa deixar cair o telefone em cima da fralda da filha?

Pois acho muito bem que aproveitem o mesmo telefonema para fazer duas sondagens diferentes, ainda por cima se a pessoa está ali cheia de paciência a abrir o coração sobre as suas convicções políticas, mas avisem antes de começar a falar do Gallo e do Oliveira da Serra, acho que é o mínimo.

(mas a entrevistadora ficou tão contente que, no fim, até beijinhos me mandou)

Tortas

É capaz de ser um bocadinho triste admitir que estou toda contente porque ao fim de várias tentativas encontrei finalmente uma receita para massa de torta que enrola que é uma maravilha, sem partir, nem grossa nem fina, apta a receber os mais diversos recheios.

Mas eu agora sou uma dona de casa e estes são os meus desafios.

quinta-feira, junho 18, 2009

Não há condições

Eu nestes últimos dias sinto-me assim:



(mas com óculos)

Ora aqui está uma ideia gira



Publicidade em grande estilo! O meu amigo que me mostrou isto e a quem eu disse que podíamos fazer uma coisa assim em Portugal, sugeriu a canção «Ouça lá oh senhor vinho» :-)

quarta-feira, junho 17, 2009

Perfume de quê?



Encontrei esta notícia sobre um anúncio do Burger King por acaso e li na diagonal, mas depois tive de lá voltar e ler outra vez com mais atenção, porque... perfume de quê?

Que uma cadeia de restaurantes de fast-food lance um perfume já é bizarro. O anúncio, embora possa parecer piroso, parece-me ser na realidade uma piada; tudo bem, está giro. Agora espera lá: água de colónia com perfume a carne? E isso é mesmo a sério?

segunda-feira, junho 15, 2009

Bailarina

Este fim-de-semana, a filha mai linda do mundo revelou os seus dotes de cantora e bailarina ao som, no less, de fado.

Aqui numa colectividade ia haver uma noite de fado e poesia e como a minha mãe é poeta e ia participar, fomos lá depois de jantar dar um beijinho à avó. O guitarrista estava a testar o som em cima do palco e havia três ou quatro fadistas cá em baixo a acompanhar.

Depois de dar três voltas à sala a correr, para tirar as medidas ao território, esta vassourinha de 19 meses plantou-se à frente do palco a dançar e a cantar (naquela língua só dela), fazendo as delícias de todos e causando uma inundação de baba da mãe e da avó, obviamente.

Quem disse que o fado não se dança?

A culpa

E o sentimento de culpa por me sentir aliviada de ter chegado finalmente a segunda-feira de uma semana sem feriados e poder sentar-me a trabalhar seis ou sete horas seguidas, o que na realidade é um descanso? Nestes dias, quando chego ao pé da filha à tarde, estou tão carregadinha de culpa por me ter sabido bem um dia sem o furacãozinho, que a estrago literalmente com mimos e a obrigo a submeter-se a valentes sessões de amassos e beijinhos, quer ela queira, quer não - e a verdade é que não quer, porque gosta pouco de agarranços. Além disso, ela também fica contente por passar o dia com as outras meninas e o cão, e sentimento de culpa é coisa que ainda não lhe entra na cabecinha, claro está!

domingo, junho 14, 2009

(PS:)

(nota-se muito que a filha está a dormir a sesta e eu finalmente consegui vir ao computador?)

Viva, viva!

Descida das temperaturas! Só um reparo: quando eles dizem que se prevê chuva para terça-feira, penso que seria de informar o São Pedro, porque ele deve ter percebido mal e hoje aqui caiu uma bela carga de água logo de manhã!

Os pequenos dramas do quotidiano

Pouco depois de eu me mudar para esta casa, abriu um café mesmo por baixo da minha porta. Como viciada em cafeína que sou, melhor não podia ser e acho que devem ter sido muito poucos os dias desde então em que lá não entrei. Inevitavelmente criou-se uma relação de certa forma próxima, não só com o pessoal mas com a vizinhança que o frequentava. Como trabalho em casa, não sou daquelas pessoas que saem de manhã e chegam à noite e não conhecem ninguém onde moram. Eu conheço os vizinhos e o pessoal da rua e gosto de cultivar este tipo de relação quase em desuso.

Depois engravidei e a filha nasceu e tornou-se o «ai jesus» aqui da rua, claro. Aqui no café, as pessoas viram-na crescer todos os dias e ela habituou-se ao sítio e a toda a gente. Muitas vezes, o pessoal do café e as vizinhas foram uma ajuda importante para tomar conta dela 5 minutos enquanto eu vinha pôr as compras ao 4º andar ou punha e tirava o carrinho dela do carro, ou para lhe pegarem enquanto eu bebia a bica ou vinha à rua fumar um cigarrito (isto antes de ela conseguir correr atrás de mim, claro). A filha estava ali como em casa, conhecia os cantos todos, já sabia onde podia e não podia mexer, para que cadeiras podia subir e quais as que não eram seguras; aprendeu ali a subir e a descer escadas, num degrau que havia ao canto onde gostava de se empoleirar e sentar.

Infelizmente, a crise não foi amiga e o café fechou ontem. A mim vai-me fazer falta, mas o que me deixa mesmo triste é pensar como ela vai estranhar. Pois claro que uma criança de ano e meio rapidamente esquece e se adapta e não faltam cafés aqui na zona; havemos de encontrar as mesmas vizinhas noutro sítio qualquer. Mas palavra que fiquei de nó na garganta quando lá passámos hoje e ela não largava as grades fechadas com um ar muito confuso... E como «quem meus filhos beija, minha boca adoça», eu gostava mesmo das pessoas que lá estavam a trabalhar.

Quando penso na quantidade de cafés onde parei e que fecharam ao longo dos anos, sem me aborrecer minimamente, percebo que esta é mais uma daquelas coisas que mudaram com a chegada da filha: não quero que nada abale o seu mundinho feliz, não quero que ela fique triste com nada, não quero que sinta falta de nada nem de ninguém... Por mais que saiba que a vida é assim e ela tem de passar por todas essas coisas, não consigo evitar dar demasiada importância a uma coisa tão pequena como o fecho do café onde costumávamos ir.

sábado, junho 13, 2009

Pela primeira vez na vida

Sim, que mesmo aos 41 anos ainda há muita coisa simples que se pode fazer pela primeira vez na vida!

Hoje requisitei livros de uma biblioteca. Honestamente que foi mesmo a primeira vez. Mesmo nos tempos de estudo, não me lembro de trazer livros para casa; geralmente levávamo-los à reprografia (e esta palavre que é tão gira? Alguém se lembra?) para tirar fotocópias.

Mas aqui na minha terra abriu uma biblioteca a dois passos da minha casa. No entanto, o que me levou mesmo a lá ir hoje foi terem-me dito que havia uma sala inteira para bebés e crianças pequenas. Então peguei na filha e lá fui. E não é que aquilo é mesmo giro? Lamento não haver um link para colocar aqui, pelo menos não encontrei, mas é um edifício novo em folha todo cheio de luz e a sala dos bebés é grande e bem pensada, com uma zona grande de tapetes de borracha grossos para os putos andarem descalços, com banquinhos mini com bonecos e os livros todos que até a minha filha com 19 meses já gosta de ver.

A parte juvenil não vi com pormenor mas parece também uma sala grande. Na área de adulto, há até CDs e DVDs para requisitar, para além dos livros. Quanto aos livros, bom, é uma biblioteca local e a escolha não é propriamente fenomenal. Mas também abriu há 15 dias e há muito espaço vazio nas prateleiras!

Algumas áreas parecem-me ainda não estar a funcionar, como o bar e a sala de workshops infantis, portanto julgo que a tendência será melhorar. Gostei muito, a sério, fiz logo um cartão de biblioteca que é coisa que nunca tive e que podia jurar que nunca viria a ter :-)

A filha adorou e foi complicado tirá-la de lá, portanto estão reunidas as condições para mais visitas brevemente!

Além disso, vou armar-me em mecenas e oferecer à biblioteca os exemplares duplicados que tenho em casa dos livros que traduzi: a minha contribuição para encher mais as prateleiras!

quinta-feira, junho 11, 2009

Sleep Not...

Se eu não blogar muito em semanas com muitos sábados, domingos e feriados, é porque ter a filha a tempo inteiro é dez vezes mais cansativo do que um dia de trabalho de 15 horas.

A miúda nunca foi muito amiga de dormir de dia; uma única sesta, depois de almoço, e se dormir duas horas seguidas é motivo de festa e foguetório. Assim, mesmo que eu queira deitar-me também um bocadinho, é sempre uma incógnita. Regra geral, quando estou a começar a adormecer, ela está a acordar para o intervalo da sesta o que significa que tenho de me levantar e ir lá tentar persuadi-la a dormir mais um bocadinho. Às vezes resulta, outras não.

Por outro lado, como é típico de qualquer criança pequena - talvez esteja inscrito no código genético - enquanto aos dias de semana às vezes é preciso acordá-la para a despachar e levar à ama e o dia de trabalho começar a horas decentes, é inevitável que aos sábados, domingos e feriados, a alvorada seja às 7, 7 e pouco.

Hoje, às 7 e meia estávamos as duas no sofá, ela a cantar com o Panda e eu a fazer de conta que tinha os olhos abertos.

domingo, junho 07, 2009

E porque de pequenino...

A filha foi votar comigo e foi ela que enfiou o papelito na urna, na sua grande estreia no mundo da democracia :-)

Mas, antes de eu a agarrar, também ela exerceu o seu direito de expressão, correndo por toda a sala, espreitando para as cabinas de voto e pedindo de forma bem sonora um «pápis» (lápis).

Paciência, filha, ainda faltam 16 anos e meio para poderes riscar aqueles papelinhos...

Direitos adquiridos

Votar. Votar é um direito adquirido que muitos tomamos como certo e faríamos bem em lembrar que nem sempre foi assim.

É importante votar, mesmo quando estamos descontentes e revoltados - ou se calhar principalmente quando estamos descontentes e revoltados. Porque é essa a forma consagrada no nosso sistema de o demonstrarmos.

Se a pessoa acha que é tudo a mesma corja - vote em branco, vote nulo.

E eu considero o voto um direito meu de manifestação, por isso, se a minha opção é votar em branco, não me interessa nada que os votos brancos beneficiem na realidade A ou B. Da mesma forma que não me sujeito ao voto útil; voto por convicção e por mais nada.

Mas o importante é ir votar. Não custa nada. Ainda por cima está uma porcaria de tempo para a praia.

sexta-feira, junho 05, 2009

They're TNT... They're Dynamite!

A entrada foi só assim:



E depois foi sempre a melhorar... Vejam o strip tease do Angus :-)



A dada altura, já me doíam um bocadinho as pernas, mas até fiquei com vergonha de pensar nisso, quando estes gaijos com esta idade andavam ali com aquela energia toda...

Gandas malucos, ganda loucura, ganda concerto.

segunda-feira, junho 01, 2009

Sobre as palmadas à menina russa

Tenho lido comentários ao vídeo onde se vê a mãe dar uns sopapos na filha, no sentido de se estar a fazer uma escandaleira por umas palmaditas quando todos nós já «corrigimos» os nossos filhos dessa maneira.

Não são as palmadas per se que me chocam. Eu também já dei um sopapo na mão ou uma palmada no rabo da minha filha e ela é bem mais pequena. Parece-me apenas que, nestas circunstâncias, seria de esperar mais paciência da parte da mãe, fosse qual fosse a asneira da filha. Aceite-se ou não a decisão do tribunal, defenda-se ou não o regresso da criança ou a entrega à mãe biológica, é preciso ver que, à margem de todas as leis e guerrilhas, a criança foi vítima de uma grande violência súbita, cuja culpa pode ser de toda a gente mas nunca é dela.

De um dia para o outro, viu-se transplantada para o meio de pessoas que nunca viu, numa terra longínqua e estrangeira, com uma mãe que pouco conhece, onde todos falam uma língua que lhe é estranha. Estas coisas podem ser umas culpa dos pais de acolhimento, outras da mãe biológica, não interessa. A verdade é que a menina está certamente em estado de choque, sente-se sozinha e fora do seu ambiente, não compreende provavelmente como nem porquê a sua vida deu uma volta de 180 graus e as suas condições se modificaram de forma tão extrema.

Neste cenário, fosse qual fosse a asneira, peço desculpa, mas a minha opinião é esta: a mãe só tinha era de ter paciência. Tinha a obrigação de tornar a transição o menos dolorosa possível, tinha o dever de não fazer a menina sentir-se malcomportada e mal-educada por ter tido uma educação diferente da que ela lhe daria. Não pode começar a «emendá-la» à palmada dois dias depois de a ter com ela, como se a tivesse criado desde a nascença.

Eu tenho o direito de dar uma palmada na mão da minha filha se ela mexer no forno; a Natalia ainda não tem o direito de dar palmadas à Alexandra por ela fazer uma birra.

Bruno? Ou Zé?



Este é o Bruno, uma personagem de Sacha Baron Cohen (o famoso Borat), um repórter austríaco homossexual que dá o título ao novo filme de Cohen.

O que me leva a trazer aqui esta personagem é o seguinte: não parece mesmo o tipo de roupa que o José Castelo Branco vestiria? Mais - na foto abaixo, ele não está
parecido com o José Castelo Branco?



Eu sempre achei que o nosso Zé merecia um filme...

Será normal?

Será normal que, após apenas dois dias de calor, eu já tenha ficado toda contente quando, ontem ao final da tarde, a temperatura baixou acentuadamente e se instalou por aqui um manto de nevoeiro? É que tive aquela sensação boa que temos no final do Verão quando chegam os primeiros dias de chuva.

Ninguém gosta menos do Verão e do calor do que eu. E agora, com a filha, ainda é pior, porque eu detesto praia e tenho de ir para a praia por causa dela, porque a praia faz bem aos miúdos e etc. e tal. Vai ser bonito :-) Ela este ano não só já anda, como só está bem a correr. Uma hora de praia vai ser o equivalente a 3 horas de ginásio, tenho a certeza.

E se nós vivêssemos no interior tipo dos Estados Unidos, com a praia a 3.000km? Será que éramos todos doentes? Estou capaz de me mudar...

sexta-feira, maio 29, 2009

Pão de leite



Ah, pois é, pãozinho de leite que aparentemente é mesmo igual aos pães de leite que se compram, mas em gigante! Agora vou provar, com manteiga e fiambre, porque o pão de leite tem de ser comido com manteiga e fiambre, não é?

quinta-feira, maio 28, 2009

Música e João Baião

Pois é, o João Baião... esse ícone do panorama televisivo português, um homem que dispensa apresentações, teve o bom gosto (ele ou a co-apresentadora ou a realização do programa, não sei bem como se processam essas coisas) de convidar para estar pela segunda vez no seu programa, Portugal no Coração, a banda Cruzumana.

Esra banda também dispensa apresentações, naturalmente. O quê? Não conhecem? Nunca ouviram falar? Impossível! Ide já ouvir as faixas disponíveis no blog deles, ide!

E depois, sintonizai vossos televisores no canal RTP1 no próximo dia 3 de Junho, quarta-feira, da parte da tarde, e deleitai-vos com a presença deles! Desta vez, a entrevistada será a minha amiga Li que além de jeitosa canta que Deus a valha.

Para aqueles de vós que vão ao concerto dos AC/DC, que é nesse dia, como eu, não é desculpa! O Baião dá logo depois de almoço e não acaba tarde. Dá mais do que tempo para as actividades pré-concerto.

quarta-feira, maio 27, 2009

Yay!

Parabéns para mim, que faço hoje xx aninhos. Posso apenas dizer que o primeiro algarismo é um 4 e o segundo é um 1 :-)

terça-feira, maio 26, 2009

No início era o verbo

A filha está a começar a falar. Está na fase «papagaio», em que tenta imitar tudo o que a gente lhe diz, mas já diz algumas palavras por iniciativa própria.

Portanto diz «péu» (chapéu) e «abua» (água) e «papa», que é típico, mas depois pede «cuca» (música) e diz «peche» sempre que vê uma criatura levemente pisciforme e mesmo coisas que não têm nada de aquático. Diz o «aeiou» com a entoação certa mas as letras todas trocadas e algumas repetidas e se a gente disser «um, dois», às vezes diz «tês, cato».

Tagarela que se farta, com entoação de exclamação e interrogação, e vírgulas e tudo, mas numa língua por enquanto só dela.

E, além disso, é poliglota: diz «bye-bye», «broom» (tudo no devido contexto) e chama-me «mummy». Nunca consegui que ela me chamasse «mamã», mas assim que lhe sugeri «mummy», pegou que foi uma lindeza. São os genes de tradutora a virem ao de cima, só pode.

segunda-feira, maio 25, 2009

Mudei de ideias

Por aqui não somos pessoas de ideias estanques. Há uns anos atrás disse isto sobre a lei do tabaco.

Agora discordo de mim própria. A verdade é que fumo muito menos, e é uma paz de espírito poder entrar com a minha filha em qualquer lado sem o stress do fumo.

Continuo, no entanto, a achar que sítios de diversão nocturna onde eu possa beber um copo deviam permitir-me fumar também uns cigarritos.

Casa nova

Já tenho candeeiros :-) Quando estiverem montados, tiro fotos para poderem regozijar-se comigo!

E-mails

90 pessoas apanham a gripe Suína e toda a gente quer usar uma máscara.

Um milhão de pessoas tem SIDA e ninguém quer usar um preservativo.

As angústias de uma mãe solteira

Para quem não sabe, ando às voltas com o processo de regulação de poder paternal da minha filha. Hoje estou deprimida porque fui a uma entrevista com a assistente social e é nestas alturas que eu me apercebo de que a L. não tem uma família «normal». Falar sobre a situação é como arrancar a crosta de uma ferida que já estava quase sarada, peço desculpa pela metáfora lamechas.

Bom, estas coisas são os pró-formas necessários para que fique a situação dela e a minha legalmente definidas e eu sei que tenho de passar por isso. A assistente social disse que é possível que tenha também de vir cá a casa.

Por isso, agora vou ali ao Leroy comprar uns candeeiros porque só tenho as lâmpadas nuas em três divisões :-)

sábado, maio 23, 2009

Momento ídilico do fim-de-semana

A filha a dormir a sesta, pãozinho a cozer.

O que sabe ainda melhor quando aqui por baixo da minha janela duas gaijas enfaixaram os carros uma na outra e estão ali num vale de lágrimas.

sexta-feira, maio 22, 2009

Brindes e descontos

Sou grande, grande adepta do Jumbo Online desde que moro num quarto andar sem elevador e ainda mais desde que tenho de carregar um fardo humano pelas escadas acima, cujo peso só tem tido tendência a aumentar.

Bem, o dilema é este: tenho aqui um vale de desconto de 10 euros, e uma oferta da taxa de entrega que são 6 euros, e ambas as coisas só são válidas mais uma semana, não são acumuláveis e eu já fiz as compras do mês.

Mas não é fácil resistir à tentação do grátis. Estou seriamente tentada a fazer uma encomenda de 10,50 € para usar o vale de desconto e pagar os 6 euros de entrega, e outra de 0,50 cêntimos para aproveitar a oferta da taxa de entrega.

A mim parece-me que tem toda a lógica.

Aviso à navegação

Como já expliquei atrás, neste interregno de 4 anos ocorreram duas mudanças fundamentais na vida desta que vos fala.

A segunda, e a mais importante, foi a chegada da minha filha que, andando eu nas imediações dos 40 anos (nem vou dizer se é para baixo ou para cima), como podem imaginar, foi uma revolução a par das mais importantes revoluções da história da humanidade, só que maior ainda, ok?

A primeira, porque aconteceu antes, foi a compra da minha primeira casa e a primeira vez na vida que vivi sozinha (sol de pouca dura, que a filha não demorou a vir pôr fim a tanta paz e tranquilidade).

Ora este blog, daqui em diante, enquanto sobreviver a este renascimento, não pode deixar de reflectir estas duas realidades.

Em relação à criança, embora isto não seja um baby-blog, preparem-se para muito episódio engraçadinho da menina, gostem ou não gostem.

Em relação à casa, ela fez-me descobrir uma faceta até então adormecida, que é a de cozinheira. Afinal gosto de cozinhar, imaginem. E parece que não me safo mal. E se calhar, além das aventuras com a máquina do pão*, são capazes de aparecer aqui relatos e imagens de outras coisas giras/saborosas/fracassadas.

Está bem assim, pode ser?

*o pão AINDA está bom, imaginem. Mas tenho de reduzir a receita, que a filha ainda só come umas migalhitas e eu não quero almoçar e jantar pão.

quinta-feira, maio 21, 2009

Coisas que uma pessoa não devia ter de ver

A roupa interior dos senhores que vêm instalar máquinas de lavar loiça e... esperem... sim, uma parte da anatomia traseira do mesmo que devia estar reservada para os olhos da amantíssima esposa.

Fatos de macaco para este tipo de trabalhadores, já!

Momentos de viragem

Às vezes, não parece que se conjugam uma data de coisas para dar a sensação de que se inicia uma etapa nova? Coisas aparentemente insignificantes, como um jantar com amigos depois de muitos meses sem sair de casa, uma máquina de fazer pão oferecida, uns sapatos novos diferentes do que estamos habituados a usar, a vontade súbita de reactivar um blog, uma t-shirt amarela (sim, amarela!) que nos deixa alegres...

Há no ar uma sensação de recomeço, uma boa disposição sem motivo aparente.

Como acredito que as energias positivas são magnéticas, vou soltá-las para o mundo e esperar que venham mais!

Pão de ontem

Finalizamos aqui a saga do pão, que me pareceu uma excelente forma de recomeçar o blog, não acharam?

Está ainda muito bom hoje, sim senhor; e para os muitos pedidos de receitas, aqui fica: BASTA JUNTAR ÁGUA :-)

Quando me aventurar em coisas mais elaboradas, eu vou mostrando os resultados, mesmo que não sejam tão bons como este, prometo.

quarta-feira, maio 20, 2009

O milagre do pão




Bem, para primeira experiência, acho que é suficiente para fazer salivar quem não consegue sentir-lhe o cheirinho como eu.

O teste derradeiro é saber como resiste ao teste do tempo, ou seja: estará comestível amanhã de manhã? Ou ter-se-á transformado num cruzamento entre uma borracha e um elástico?

A padeira da Margem Sul

Tenho uma máquina de fazer pão, o que, oficialmente, me qualifica como padeira, mesmo não sendo de Aljubarrota. Estou em pulgas para a experimentar e um bocadinho desiludida porque parece que não é preciso andar enfarinhada até aos cabelos, nem usar uma pá de cabo de metro o que, convenhamos, tira alguma magia à coisa.

Quando para fazer pão BASTA JUNTAR ÁGUA à farinha e carregar num botão, sabemos que alcançámos os píncaros do desenvolvimento da nossa civilização. Não se pode pedir mais nada. É que não mesmo.

Resta saber agora, de que maneiras inconcebíveis eu vou conseguir estragar pão que BASTA JUNTAR ÁGUA para ser feito.

Ora bem, a coisa é assim:

Ultimamente, um relato da minha vida resume-se basicamente a:

- A filha acorda, visto a filha, dou comer à filha, tomo banho enquanto a filha vê o Panda e faz desenhos nas paredes (apesar de ter um quadro e uma mesa e montes de papéis), vou beber café com a filha, levo a filha à ama;
- Venho para casa, começo a trabalhar.
- Acabo de trabalhar, vou buscar a filha à ama, venho fazer o jantar para as duas, dou banho à filha, visto pijama à filha, janto e dou jantar à filha, ponho filha na cama, arrumo a casa toda porque parece que o Katrina passou por aqui enquanto eu fazia o jantar, caio para o lado no sofá até ir para a cama ou, em alturas piores, ainda trabalho mais um bocado até ir para a cama.

Mas acho que ainda encontro material para um blog nas variações que vão ocorrendo nesta rotina :-)

terça-feira, maio 19, 2009

Quick recap

Não sei o que aconteceu no dia 21 de Abril de 2005, o dia a seguir ao último post, para eu nunca mais aqui pôr os pés, mas sei que foi por volta dessa altura que começou em andamento o processo da compra da MINHA casa, portanto se calhar isso teve a ver. Assim, primeira grande mudança, tenho uma casa só minha.

A segunda grande mudança, é que a casa afinal já não é só minha, porque cerca de dois anos depois de me mudar, tive uma filha, a minha L., em Novembro de 2007. Fica aqui então esclarecido que agora somos uma família de duas, eu e ela, ela e eu.

Assim, e graças a estas duas mudanças, está quase tudo diferente desde os últimos posts.

O trabalhinho é o mesmo, e continuo a ser do Benfica, vá. Há coisas que nunca mudam.

(isto por enquanto é só para mim)

(porque ninguém ainda sabe que eu ando a escrever no blog outra vez)

Motivos contra

Não tenho tempo. E isto precisa de ser tudo remodelado. E já se sabe que andar nisto dos blogs não é só mandar uma bojarda de vez em quando, que implica muita navegação e eu não sei se ainda sei navegar. E é que não tenho mesmo tempo. Principalmente por causa dela:



Ou melhor, graças a ela.

Motivos a favor

A minha amiga Li, que teve um ataque de nostalgia, coisa que, como se sabe, é altamente contagiosa, e andou a reler os posts antigos deste blog.

Este livro, que pode parecer sobre culinária, e é, mas também é outras coisas e uma delas é sobre blogs.

Bem...

Eu gostava de reactivar o meu blog. Tenho coisas para contar e coisas para dizer, coisas novas e diferentes. Posso?

Alô?

Is there anybody out there?

quarta-feira, abril 20, 2005

Além do mais...

...detesto o nome, Bento. Os nomes dos papas, quando eles optam pelas virtudes, soam-me a uma espécie de auto-promoção descarada.

"Olhem para mim, sou tão bento/clemente/pio/inocêncio que faço questão que me tratem por esse nome."

Habemus Papam (e eu não queria ser a única a não escrever isto)

Na verdade, para mim tanto faz, que a bem dizer sou ateia... Mas para vós, malta jovem católica, aqui fica o que o vosso pai espiritual pensa dessa vida que andam a levar:

(Notícia da TSF de 12/02/2001)

"Cardeal Ratzinger ataca música rock

O cardeal Joseph Ratzinger, prefeito da Congregação para a Doutrina da Fé*, atacou severamente a música rock e pop e manifestou reservas em relação à ópera, num ensaio consagrado à liturgia divulgado hoje em Itália.

O prelado, encarregado oficialmente de guardar a pureza da doutrina, descreve o rock como «expressão de paixões elementares que, nos grandes concertos musicais, assumiu carácter de culto, ou melhor de contra-culto que se opõe ao culto cristão».

Acusa o rock de querer falsamente «libertar o homem por um fenómeno de massa, perturbando os espíritos pelo ritmo, o barulho e os efeitos luminosos».

Quanto à música pop, «ela já não é mais apoiada pelo povo». «Trata-se na minha opinião, de um fenómeno de massa, de uma música produzida com métodos e a uma escala industrial e que se pode qualificar desde já de culto da banalidade», afirma.

O prelado acusa ainda a música de ópera de ter «corroído o sagrado» no século passado e cita a esse propósito o papa Pio X que, no início do século, «tentou afastar a música de ópera da liturgia»."**

*Para quem não sabe, a instituição sucessora da Santa Inquisição
** Os bolds são meus, nas partes que achei mais piada

quarta-feira, abril 13, 2005

Gramática

Com certeza...

Gramática Nacional

...se o singular de "dar nós" é "dar nó", faz todo o sentido...

terça-feira, abril 12, 2005

Only the Lonely

O VH1 tem uma coisa que se chama Bands Reunited, onde vão buscar bandas de sucesso dos anos 80 e as juntam para mais um concerto. Hoje estava eu muito bem no zapping alienado pós-jantar e a band reunited era os The Motels.

Provavelmente ninguém conhece, mas eu tinha este álbum em vinil e roubaram-mo numa festa da escola e até hoje só gostava de saber quem foi o desgraçado...
Estes são eles antes:

Then

E esta é a Martha Davis agora:

Now

Bom, eles não param para ninguém, I guess...

Politicamente correcto

Pensava eu que, depois dos documentários sobre aa vida sexual das abelhas da Tânzania (como diz um amigo meu - na realidade foram as lontras gigantes do Amazonas), já tinha traduzido tudo e mais alguma coisa. Mas não, agora tenho um sobre anões.

Que, nos EUA, se chamam "little persons" ou "little people". Deus nos livre e guarde de chamar anão(Roberto) a um anão(Roberto). Gostava de saber se por lá a história já se chama "Branca de Neve e as Sete Pessoas Pequenas" ou "Branca de Neve e as Sete Pessoas de Estatura Inferior a Média".

sexta-feira, março 18, 2005

A Língua Portuguesa

Às vezes detesto a língua portuguesa. Como por exemplo agora. Como é que se chamam em português aquelas coisas de ferro que havia antigamente nos parques infantis em que se subia por uma escada e depois tinhamos de andar de uma ponta para a outra pendurados como macacos, sem ser "aquelas coisas de ferro que havia antigamente nos parques infantis em que se subia por uma escada e depois tinhamos de andar de uma ponta para a outra pendurados como macacos"???

Os ingleses são muito práticos nestas coisas. Chamam-lhes "monkey bars", o que faz todo o sentido.

quarta-feira, março 16, 2005

Secura

Além disso, a total ausência de chuva nos últimos meses (apesar de chover sempre que vou ao restaurante chinês atrás de minha casa - se calhar devia lá ir com mais frequência...) afectou-me muito. Se pudesse, ia passar uns dias a um país qualquer onde fosse Inverno e estivesse a chover muito.

Obviamente

Obviamente que, assim que decidi reactivar o blog, me caiu em cima uma carrada de trabalho que mal me deixa tempo para dormir, quanto mais blogar. Não me estou a queixar, pelo contrário, a sensação de ver os prazos aproximarem-se e de ter de fazer malabarismos com três livros, mais um documentário de vez em quando, está quase a tornar-me viciada em adrenalina. Adoro o que faço e não o trocava por um emprego das 9 às 6. Mas, de vez em quando, tenho de trabalhar das 9 à meia-noite.

Este blog não morreu à (re)nascença. Está só a trabalhar mais devagarinho.

sexta-feira, março 11, 2005

Coisas que fazem uma gaija ganhar o dia

O Verão passado, quando fui apanhar o comboio para ir ter com a família que estava de férias aqui, o rapaz da bilheteira perguntou-me se eu tinha Cartão Jovem.

E olhem que eu já passei a idade do Cartão Jovem há bem uma década... Por isso respondi:

"Não, obrigada."

Verdade de La Palisse do dia

"Um cigarro encurta a vida em 2 minutos

Uma garrafa de álcool encurta a vida em 4 minutos

Um dia de trabalho encurta a vida em 8 HORAS."

Bom, se pusermos as coisas dessa maneira...

quinta-feira, março 10, 2005

Tão lavadinho...

Parece que descobriram um filme publicitário da Universidade da Flórida em que uma das personagens é representada por... Jim Morrison!

Meus amigos, Jim Morrison como nunca o viram...


Oh pra mim todo betinho

quarta-feira, março 09, 2005

A Princesa e o Relógio

Estão a ver a história da princesa que era tão delicada, tão delicada, que não conseguia dormir porque sentia uma ervilha que tinha sido colocada debaixo de vinte colchões?

Pois estou com um problema semelhante. Não se trata de ervilhas nem de outras leguminosas, mas sim de um relógio. Não o meu relógio, nem qualquer relógio no meu quarto, ou mesmo em minha casa.

Não, o que está a dar comigo em doida todas as noites é o relógio do MEU VIZINHO DO LADO! Tenho um vizinho novo, e quer-me parecer que ele tem um relógio ou na parede que dá para o meu quarto propriamente dita, ou num móvel qualquer encostado à parede.

Nem sequer é um relógio daqueles super barulhentos tipo relógio de pé com badalo e badaladas, parece-me um simples relógio de parede.

Mas, na calada da noite, a única coisa que eu consigo ouvir é o maldito tiquetaque.

Que fazer? Não tenho coragem de dizer nada ao vizinho porque tenho medo que seja apenas o sítio onde ele deixa o relógio de pulso todas as noites e que a minha fama de maluca (que penso ter conseguido atenuar nos últimos anos) regresse com toda a força...

terça-feira, março 08, 2005

Feliz Dia da Mulher

Há um ano atrás, dizia eu sobre o Dia da Mulher.

Parece-me apropriado dizer aqui que reafirmo o que disse o ano passado. No roses for me, thank you.

Atentados cinematográficos

Al Qaeda planeou matar Russell Crowe


Nham nham


Oh meus irmãos em Alá, não façam uma coisa dessas... Limpem o sebo a alguém que faça menos falta às nossas fantasias...

quinta-feira, março 03, 2005

Então é por isso?

"A electricidade estática dos corpos, que produz às vezes «choques eléctricos» quando duas pessoas se cumprimentam ou se toca num carro ou noutras superfícies metálicas aumentou nos últimos dias devido ao ar muito seco, disse um especialista."

Que desgosto, que desilusão, eu que julgava que estava a ficar cada vez mais elétrica...

A verdade é que nunca o meu querido Punto me agrediu tanto. Já não sei fechar portas de carro nenhum sem ser com o cotovelo no vidro...

Não há mais nada que fazer?

O embaixador do Sudão no Reino Unido, Hassan Abdin, enviou uma carta à agência alimentar britânica, pedindo explicações quanto às razões do corante cancerígeno descoberto no molho inglês ter sido baptizado com o nome do seu país.

Parece que a substância foi descoberta em 1896 e, hoje em dia, já ninguém faz ideia por que é que o cientista que o descobriu, lhe deu tal nome.

Tendo em conta a fome, a guerra, o Ébola e a eventualidade de um genocídio, esta gente não tem mais nada com que se preocupar???

quarta-feira, março 02, 2005

Sobre os U2

Não resisto a deixar aqui um e-mail que recebi hoje. Não sei quem é o autor mas, seja quem for, resmas de aplausos...

"É com imenso prazer que anunciamos, para o próximo dia 15 de Agosto de 2005,um segundo concerto da banda irlandesa, no mesmo local. Para evitar eventuais confusões, informamos desde já as condições de venda de bilhetes para o referido evento.

Esperamos também que terminem assim, de uma vez por todas, as especulações e acusações de que fomos alvo enquanto entidade promotora do evento.

Serão colocados à venda 49.000 bilhetes, nos seguintes canais de distribuição:

ATM's, vulgarmente apelidados de "Multibanco": 3 bilhetes;
Sócios da União Desportiva Recreativa e Cultural de Santiago do Cacém, com quotas em dia e que já tenham representado a colectividade em provas a contar para um qualquer Campeonato Nacional de uma qualquer modalidade das que se praticam no clube, poderão levantar até ao próximo dia 12 de Maio uma rifa que os habilitará a um sorteio de 6 bilhetes;
3.000 bilhetes na Adega Típica "A Mariquinhas", ao Bairro Alto, que serão vendidos nos próximos dias 21 dos meses de Abril, Maio e Junho. A venda neste ponto será efectuada mediante o rebatimento de 200 pontos no seu cartão de cliente desta popular casa da noite alfacinha. Relembra ainda a gerência que neste momento decorre uma promoção que consiste no seguinte: Por cada copo de três, a partir da dúzia, os pontos valem a dobrar;
Santa Casa da Misericórdia de Vila Real - 3 bilhetes (entrar em contacto com o Padre Américo);
Restantes bilhetes nos CTT nas seguintes condições:
1 - envio de 2 cartas de 85 gramas para o Hemisfério Sul (em alternativa 1 carta de 250 gramas para os EUA e/ou o Brasil);

2 - comprovativo da aquisição de 1 pack de 6 envelopes almofadados de variados tamanhos;
3 - apresentação de 500 TLP Card (nenhum repetido) e de 20 Credifones;
4 - apresentação de cartão de membro do "Clube de Amigos do Selo e do Postal do Séc XIX" (condições de adesão disponíveis em todas as lojas dos CTT);

5 - apresentação da Caderneta Militar de um familiar directo, que comprove a sua presença no Corpo Expedicionário Poruguês, nas Ardenas, durante a Grande Guerra;

6 - apresentação de um "Postalito" (mascote dos CTT a lançar até ao fim do próximo mês de Março).

Para aceder ao recinto do concerto, não devem esquecer os portadores de bilhete que só serão admitidos, para o interior do mesmo, todos os que se apresentem com uma camisa Ralph Lauren, um sobretudo Burberry's, uma saca de cimento Cimianto, um chapéu da McDonald's, ténis Sanjo, um azulejo da colecção "D.Duarte" da Fábrica Irmãos Alves, óculos escuros Arnette, 2 volumes de cigarros Davidoff, calças de ganga Levi's e na altura devem apresentar o cartão de pontos da Chicco, para serem rebatidos 80 pontos.

Esperamos que desta forma se evitem mais confusões e que tudo decorra conforme os desejos de todos quantos reclamaram, justamente, mais esta oportunidade.

Muito Obrigado e um bom concerto a todos,

(assinatura ilegível)

Ritmos & Blues"

Coisas que só me acontecem a mim

Uma vez, caiu-me o escape do carro no meio da estrada. Ficou preso por uma ponta e ainda tive de andar uns metros com ele a arrastar, até poder parar, causando uma barulheira desgraçada, uma chuva de faíscas no meu rasto, e os olhares estupefactos de toda a gente num raio de uma data de metros.

segunda-feira, fevereiro 28, 2005

What the f...?





Esta rapariga está muito esquisita. Oh Bridget, pá!!

A ver a bola

No outro dia, num livro que estava a traduzir, a autora fez um comentário sobre o estilo de cada um a ver desporto. No caso, futebol americano.

Hoje, estava a ver o meu Benfica quase ganhar ao Porto, e pus-me a reparar nisso.

Eu sou do tipo insultuoso: "Vai, estúpido!", "Onde é que andam aqueles imbecis?" e coisas do género.

Há quem seja mais positivo: "Boa, bem jogado!", "É assim mesmo."

Há os incentivadores: "Vai, vai!", "Passa", "Remata!"

Já ouvi os amorosos (geralmente gaijas): "Lindo menino", "Boa, meu querido!"

E, para além das palavras, as interjeições e ruídos vários que, se ouvidos fora de contexto, são um bocado pornográficos, não são?

Isto de ser uma pessoa séria...

Não sei se vem com a idade, mas dou por mim a fazer coisas de pessoa séria, às vezes, e não sei se hei-de ficar contente ou chateada...

Ontem fui tirar um maço de tabaco na máquina no café aqui em baixo, e a máquina estava mal programada: o preço do SG Ventil marcado era de 1 cêntimo. Não reparei, claro, enfiei as moedinhas, 2 aérios e meio, e sai-me um maço de tabaco e dois aérios e quarenta e cinco de troco (a máquina não processa moedas menores que cinco cêntimos).

E o que fiz eu? Agarrei no troco e no tabaco e pisguei-me discretamente? Melhor ainda, aproveitei o embalo e tirei mais uns quantos maços?

Não. Fui ter com a senhora, paguei e avisei-a do erro da máquina.

domingo, fevereiro 27, 2005

Uma partida divina

Afinal, parece que Alguém tem sentido de humor...

sábado, fevereiro 26, 2005

De uma analfabeta da arte

Não percebo nada de pintura. Nunca percebi. Das raras vezes que fui a uma exposição passei o tempo a olhar para as reacções dos outros para poder imitar. Quando é alguma coisa que eu olho e digo, "Ah, olha que paisagem tão bonita", ou "Que maçã tão perfeitinha que parece mesmo verdadeira", ainda consigo dizer qualquer coisa (embora nunca mais do que as frasezinhas atrás mencionadas).

No entanto deixa-me espalmada que uma miúda de quatro anos esteja a ganhar milhares de dólares com as suas pinturas que, a mim, me parecem todas variantes do mesmo borrão em cores diferentes. Deixo aqui uma pequena amostra.





PS: O site da moça tem uma secção chamada Biografia. Estranhamente, e tendo em conta que ela nasceu em 2004, a biografia é uma imensidão de três parágrafos!!)

O papa

Eu se soubesse desenhar fazia um desenho assim: era o papa, coitado, com oitenta e não sei quantos anos, doente e em sofrimento há para aí vinte, a dar as últimas, a querer morrer sossegado e em paz, portanto no desenho era o papa a querer subir aos céus, e a não conseguir por causa da força das orações das pessoas todas que estão a rezar para ele não morrer, no desenho seria assim tipo umas mãos meio etéreas, meio garras, a agarrarem-lhe nas vestes e a puxarem-no para baixo.

sexta-feira, fevereiro 25, 2005

Mais coisas que já não há

- X-actos nas farmácias para cortar o código de barras das caixas de medicamentos (agora são impressos "tomaticamente"... mais uma indústria para a falência. Os operários das fábricas de X-actos deviam unir-se numa manifestação e chamar a TVI!)

- Uma esferográfica. Quer dizer, há milhentas canetas e esferográficas e coisas que não são bem uma nem outra. Mas uma esferográfica, tipo chegar à papelaria e pedir "Queria uma esferográfica se faz favor" já não existe, porque a essa pergunta seguem-se minutos de angústia e decisão dilacerantes perante dúzias de caixas. O que podemos pedir sem problemas é "Queria uma esferográfica com cheiro a morango e que escreva com brilhantes". Isso tudo bem.

- Cassetes. Eu sou a única pessoa que conheço que ainda tenho cassetes. E leitor de cassetes no carro e não de CDs (não funciona muito bem, mas isso é outra história. E também é verdade que não oiço uma cassete há séculos. Nem um CD, bem vistas as coisas. Mp3. Pois.)

- Carteiras de fósforos. No outro dia esqueci-me do isqueiro em casa e entrei em três papelarias até encontrar fósforos. E tiveram a lata de me levar 20 cêntimos por uma carteira com 10 (dez!!) fósforos, que via-se perfeitamente que era brinde para oferecer com os maços de tabaco de uma determinada marca.

Termómetros

Sabem que já não há termómetros de mercúrio? Parece-me indecente. Um termómetro electrónico com o seu apitinho quase inaudível não substitui a emoção de deixar cair um termómetro de vidro e andar de gatas pela casa toda a tentar apanhar bolinhas de mercúrio que, diga-se, são umas coisas muito difíceis de apanhar.

E a emoção dos avisos proferidos de olhos arregalados e naquele tom de voz não-faças-isso-ao-nariz-que-fica-assim-para-sempre: "Não toques no mercúrio que é venenoso!"?

Ah, os bons velhos tempos...

quinta-feira, fevereiro 24, 2005

A visitar

O Ponto de Encontro em Cacilhas.





Foi o momento cultural deste blog.
(ou não, ou não, podemos sempre cagar para a cultura e beber só umas cervejolas refastelados a olhar para o rio)

Estou fraca

Fui tirar sangue e estou fraquinha e não consigo esticar o braço. O enfermeiro diz que é estranho eu ser tão maricas porque normalmente as mulheres tiram sangue como quem bebe uma bica ou assim. Lembro-me de em miúda pensar que quando fosse adulta de certeza que ia deixar de ter medo, mas uma parte do meu cérebro ainda deve ter 10 ou 12 anos.

E depois, os enfermeiros abrem sempre um sorriso tão vampiresco...

quarta-feira, fevereiro 23, 2005

Já chove

Finalmente está a chover.

Hoje li que a previsão dava chuva forte para o fim-de-semana e dei por mim a dizer "Parece que o tempo vai melhorar no fim-de-semana". E era mesmo isso que eu queria dizer, mas soa estranho quando chuva forte é considerado uma melhoria, não é?

Céus, as saudades que eu tenho de uma boa carga de água, um dia inteiro cinzento e a ouvir a água bater na janela. Eu sei que gosto do Inverno, mas nunca pensei sentir tanto a falta da chuva.

Frriiiiioooo...

Aquecedor. Casaco. Manta polar.

(A propósito, de onde é que veio esta coisa da manta polar? Este ano só se vê mantas polares enroladinhas em tudo o que é loja. Nos centros comerciais, nos chineses, de brinde nas revistas da moda. E o mais estúpido é que estas coisas já existiam e não me consigo lembrar como é que se chamavam antes de serem mantas polares e estarem na moda.)

Ele não se cansa?




Espero que lhe estejam a pagar bem, porque da tendinite já ninguém o salva...

Eleições em Portugal

Gostava de saber se lá fora também é assim ou se isto é coisa nossa, talvez por ainda sermos bebés nesta coisa de votar (afinal 30 anos, no grande esquema das coisas, não é nada).

Por cá, o dia de eleições é dia de festa. A malta arreia-se com a melhor farpela de domingo, enquanto nos outros domingos normais basta o pijama ou o fato de treino para andar por casa. As famílias saem juntas para votar, enquanto nos outros domingos o pai fica a ler o jornal desportivo enquanto a mãe aproveita para dar um jeito à casa e os filhos maiores de 18 anos provavelmente dormem o dia inteiro porque na véspera foi sábado à noite e já se sabe.

A malta encontra-se nas assembleias de voto e encosta-se à sombra ou senta-se nos banquinhos normalmente ocupados pelos putos e fica ali à conversa. Ou então vai tudo para o café antes ou depois, ou passear um bocadinho se o tempo estiver bom.

À porta das escolas há barracas de farturas, castanhas assadas e algodão doce.

Todo o dia perguntamos uns aos outros, "Então já foste votar?" e discutimos a melhor hora e se apanhámos muita gente e se achamos que desta vez estava mais concorrido ou menos.

O pessoal que normalmente trabalha dia e noite, e até aos domingos, faz questão de tirar o dia porque é dia de eleições.

Votar, por cá, é como se fosse um feriado, um dia de São Escrutínio, uma ocasião festiva.

terça-feira, fevereiro 22, 2005

A beleza mesmo nas coisas más

Aldeia fantasma

Estas paredes viram o sol pela primeira vez em 35 anos devido à seca (foto DN)

Combate em todas as frentes

Nada como unir esforços em prol de uma causa comum.

Em Fátima, na frente religiosa, já estão a fazer o que podem, elevando as suas vozes às alturas para pedir chuva.

As forças armadas, na vertente militar e não querendo ficar atrás, uma vez que também têm os meios necessários para subir aos céus, embora numa perspectiva mais prosaica, lançam amanhã o ataque tecnológico.

Aguarda-se a todo o momento o anúncio das medidas políticas por parte do recém-eleito governo, neste combate ao qual não podem ficar indiferentes.

Só para maiores de 30 anos

A nostalgia, oh, a nostalgia...

Feedback

Ora bem, isto é uma seca, reabri eu o blog para não escrever nada de jeito, mas penso que já resolvi os problemas.

Os comentários antigos já funcionam (desde que não haja pop up blockers activos, mas isso era como estava antes...) e escondi os outros do Blogger até ver.

E penso que já toda a gente deve conseguir ver o desenho no post mais abaixo.

Este é o último post relacionado com coisas técnicas que ponho, mas agradecia que comentassem o mais possível neste post, até que a voz vos doa, e me confirmassem realmente se tá tudo ok!!

Recriar

Acho que vou seguir a sugestão de um anónimo (merda dos comentários do blogger) no post de baixo e criar um blog de raíz com um template novo e tal e coiso.

Portanto, isto vai certamente andar uns tempos desprovido da beleza e superioridade estética a que estavam habituados. Peço a vossa paciência, compreensão e mimos.

segunda-feira, fevereiro 21, 2005

Esta sou eu



Desenhada no Paint pela minha sobrinheca de 7 anos. Uma obra de arte, não está? E que bem que ela captou o meu sorriso radiante...

As meninas boas vão para o céu...

...mas eu não quero ir para o céu porque tenho medo de lá encontrar este senhor. Não que, a julgar pelos requisitos aparentemente necessários, eu tivesse alguma hipótese de lá ir parar.

Se alguém me puder explicar por que diabo o preservativo é mau porque impede que a relação seja aberta à vida e torna o sexo uma coisa mecânica apenas pelo prazer, mas as relações sexuais fora do período fértil já não fazem mal, agradecia.

E fiquei a saber que este senhor me considera uma debochada. Assim mesmo, com esta palavra. Ele acha que os médicos, no que diz respeito à Sida, não deviam dizer às pessoas "use o preservativo", deviam dizer-lhes "não andem por aí no deboche".

Ele é economista e professor universitário. Eu já o conhecia das crónicas no DN, mas o link para esta entrevista roubei-o ao Barnabé.

Comentários

Parece que há chatices com os comentários. Já acrescentei os do Blogger mas desconfio que o problema é o mesmo. Posso adiantar que pop up blockers impedem a janela dos comentários de abrir e, no meu caso específico, o Norton Internet Security tem de estar desactivado para conseguir aceder às janelas.

O que me deixa danada porque ainda agora andavam aqui 8 (oito!!) mirones de certeza mortos por deixar comentários mordazes e inteligentes...

Sugestões e milagres à distância podem ser enviados para o email que está aí do lado. Mais para baixo. Mais. Aí mesmo.

Autocontrole e os votos dos meus vizinhos

Agora que voltei tenho tanta coisa para dizer que estava aqui a noite toda a pôr posts... Mas vou fazer um esforço para manter a calma e, vejam só, nem sequer vou fazer comentários às eleições.

(a não ser para dizer que neste site fantástico fiquei a saber exactamente quantas pessoas da minha freguesia votaram no mesmo partido que eu - gosto destes pormenores que reduzem percentagens globais aos vizinhos do meu bairro)

domingo, fevereiro 20, 2005

A propósito de sondagens

Trabalhei uns tempos, quando era chavaleca, na Marktest. Fiz muito inquérito e muita sondagem e levei com muita porta na cara (literal e metaforicamente).

Por isso, quando me ligam para responder a uma sondagem e perguntam se já trabalhei ou conheço alguém que trabalhe numa empresa de estudos de mercado, digo sempre que não para poder responder e dar uma alegriazita ao entrevistador, que eu bem sei o que custa arranjar alguém com paciência para estar dez minutos a responder às nossas perguntas.

Por outro lado, detesto telemarketing, mas já descobri o truque para me livrar deles rapidamente: digo logo que cá em casa só há pessoas com menos de 25 anos e com mais de 65.

Até porque me sabe mesmo bem responder com uma grande cara podre "24" à pergunta "que idade tem?". É a única oportunidade que tenho de dizer uma peta destas.

Afinal eles existem

Hoje, se assistirem à grande-mega-super-hiper-muito melhor do que as outras projecção dos resultados eleitorais na RTP às 20h em ponto, fiquem sabendo que o meu voto contribuiu para essa projecção.

Sim, as sondagens à boca das urnas existem mesmo! E lá estavam eles hoje, à porta da minha secção de voto, com as suas urnazitas portáteis, a interpelar as pessoas com cara de quem tem de vender alguma coisa e já sabe que toda a gente vai dizer que não.

Mas não eu! Eu devo ter pregado um susto de morte ao pobre rapaz, porque fui direita a ele e perguntei "Isto é para uma sondagem à boca das urnas?". O pobre recuou um passo, meio intimidado, e lá confirmou que sim, para a RTP e Antena 1, e eu disse logo, "Venha de lá o boletim!". E lá votei outra vez.

Transições

As urnas estão oficialmente encerradas.

Este blog está oficialmente reaberto.

sexta-feira, julho 30, 2004

Passagem de testemunho

A tradição familiar do bom humor e dos disparates mantém-se nos seguintes blogs:

(A)tormenta - o blog da minha queridíssima mana

Mafuka Na Net - o blog da minha queridíssima sobrinheca

GO THERE!!



E por aqui me fico

Meus amiguinhos e amiguinhas, a paciência tem sido pouca que este calor esgota-ma toda, o trabalho (ainda bem) tem sido  muito, e tenho andado também entretida com outras coisas... O blog ficou ao abandono e para estar para aqui como um cão, mais vale encerrá-lo.

Temporariamente, pelo menos. Que isto de coisas definitivas sempre me fez muita impressão (por isso é que ainda não tenho uma tatuagem...).

Se qualquer dia me der as  ganas de escrever outra vez, eu depois aviso pelos meios habituais.

Entretanto, não percam mais tempo a cá vir, mas obrigadinha a todos por este bocadinho que foi tão giro e tão interessante.

quinta-feira, julho 01, 2004

Grécia? República Checa?

Depois da paella, dos bifes, do queijinho Gouda e das laranjas espremidas, calha-nos na rifa mais dois países esquisitos. Espero que nos calhe a Grécia. Para além de ser uma justiça poética acabarmos o campeonato a ganhar à mesma equipa com a qual perdemos no início, sempre é mais fácil, umas azeitonas e tal... Agora a República Checa vai-me dar mais trabalho a pesquisar o que é que se come por lá...