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terça-feira, setembro 30, 2003

Coitado...

Li não sei onde que, em São Paulo, de dez em dez minutos um homem é atropelado.

Não posso deixar de pensar: coitado, deve estar todo partidinho...

Trovoada

Fez aqui uma trovoada tão grande, e a electricidade no ar era tanta, que me doíam os dentes chumbados e sentia um aperto na cabeça.

Nunca me tinha acontecido. Espectacular!

Inverno!

Sei que as pessoas se dividem em pessoas que gostam mais de Verão e pessoas que gostam mais de Inverno. Eu gosto de Inverno. Não gosto muito de frio, mas gosto de chuva.

Já sei que me vão dizer que isso é porque estou em casa e não tenho de enfrentar os transportes públicos e etc. Mas já o fiz durante dez anos e, embora reconheça que é uma chatice, ainda assim sempre preferi a chuva ao calor.

E depois de um Verão inteiro, os primeiros dias de chuva trazem de volta aquele cheiro a terra molhada e aquela melancolia aconchegante que me faz respirar fundo, e o barulho da chuva é a mais bonita música. Se pudesse, punha-a aqui no blog!

E, só para se roerem um bocadinho, hoje de manhã quando acordei e ouvi chover tanto lá fora, enrosquei-me, virei-me para o outro lado, e dormi mais um bocadinho.

segunda-feira, setembro 29, 2003

Dia Não

Dia Não

Há dias em que não apetece mesmo fazer nada. Amanhã logo se vê.

Coisas que Tomamos como Certas

Uma vez, durante uma falta de luz em casa de uma amiga que só tinha fogão eléctrico, ela queixou-se de não poder aquecer a sopa e eu mandei-a usar o microondas.

Hoje, estou sem água desde as cinco da tarde, e insisto em abrir as torneiras todas da casa.

Só quando não temos água é que nos apercebemos da quantidade de vezes por dia que lavamos as mãos .

E outra vez o tempo

Agora, cada vez que há probabilidades de cair um pé de água ou de a temperatura subir acima dos 30º, lá está a Protecção Civil a avisar. O mau tempo está a chegar, dizem eles.

Não é natural que chegue, já que estamos no Outono, digo eu?

Obsessão com o Tempo

Faz-me confusão as pessoas que não conseguem deixar de ler a previsão meteorológica no jornal da manhã, para saberem como está o tempo.

Se espreitarem pela janela não ficam a saber?

Tchiii...

Uma e um quarto da matina... Isto hoje passou a correr.

domingo, setembro 28, 2003

Apagões

Desculpem lá, isto não é uma grande coincidência? Em menos de três meses, apagões nos Estados Unidos e Canadá, em Inglaterra, na Suécia e Dinamarca, e agora na Itália.

Ou as redes de electricidade deram todas o berro ao mesmo tempo, ou algo de estranho se passa. Eu cá não sou de teorias de conspiração, mas anda aí dedo da malfadada cabala, de certeza...

Com isto resta-me dizer: nós somos pequeninos, mas orgulhosos! Não somos menos que os outros! Para quando o nosso próprio apagão? Para quando a notoriedade que merecemos?

sábado, setembro 27, 2003

Preguiça Mental

Vou jantar a casa da minha irmã, mas a malta é pobre e o dia de S. Receber é só para a semana... O que havemos de fazer que não seja muito caro e não tenha muitas calorias? Pode dar trabalho que a gente gosta de cozinhar.

Venham de lá essas sugestões.

(será a primeira vez que o meu jantar está directamente relacionado com o meu blog, portanto vejam lá, cozinheiros do meu país, esmerem-se!)

Questões Geométricas

O tapete do meu rato já não é um plano horizontal, a bola do meu rato está quadrada, as teclas "e" e "a" do meu teclado estão concâvas.

Ou eu arranjo guita para uns upgrades ou qualquer dia fico feita num oito.

A Crise da Meia-Idade de Hoje

Há anos que ninguém me vê de saias. Minto, o ano passado comprei uma, por baixo do joelho, levei-a a um casamento, depois deixou de me servir, agora serve-me outra vez e experimento-a regularmente, para voltar sempre a despi-la sem nunca sair com ela.

Em miúda, teenager inconssssiente, era ao contrário. Saias, mini-saias, saias ínfimas com meias de rede, muito eighties, claro.

Está bem que as pernas envelhecem com o resto do corpo mas, modéstia à parte, vejo pernas muito menos jeitosas do que as minhas à mostra sem complexos em pedaços de tecido reveladores.

O que mudou, afinal, não foi tanto as minhas pernas, mas eu. Ganhei vergonha, é verdade, por incrível que pareça. Dou comigo a dizer coisas como “a partir de uma certa idade” isto ou aquilo fica bem ou fica mal. Tenho um medo terrível de me tornar numa velha gaiteira, de já não ter idade para as coisas e não me aperceber e continuar a usá-las, e toda a gente se rir de mim e eu não dar por isso.

O ridículo, pois. O tal medo do ridículo. Que só temos a partir de uma certa idade. Lá está.

sexta-feira, setembro 26, 2003

Orgulho

O filho de uma amiga minha tem mãe portuguesa e pai irlandês, e viveu na Irlanda até há poucos meses. Tem sete ou oito anos, nem sei bem. Agora eles vieram para Portugal e o miúdo (bem como a irmã, que tem cinco) entraram para a escola.

Antes, quando falei com ele, dizia-me que não queria ir para a escola, não queria fazer amigos, não queria aprender a falar português.

No fim de semana passado, inchado de orgulho, mostrou-me que já sabia os números em português. Contou até sessenta. E eu ouvi, pacientemente, com um sorriso enternecido, aquele desfilar de dezenas, e bati palmas no fim.

Way to go, Johnny!

Carências

Manifestações de solidariedade, se faz favor... É sexta-feira, estão 25º, e eu já estou em casa porque tenho MESMO de entregar este trabalho para a semana...

Mimem-me!!!

Música

Vi o Lou Reed no Coliseu há alguns anitos, até tenho duas cassetes audio daquelas ranhosas, que gravámos com um daqueles gravadores de gravar as aulas, em que se ouve mais os nossos comentários do que o Lou Reed propriamente dito.

Mas só por causa das coisas, vou deixar o "Take a Walk on the Wild Side" durante mais um diazinho, desculpem lá se já estão fartos.

Praxes (lá vem a polémica, está-se mesmo a ver...)

Tenho visto por aí umas coisas escritas em blogs e na imprensa, e também no metro e na rua, mas estas últimas são pessoas, embora estejam escritas também, mas num sentido mais literal.

Ponho-me nas mãos de todos vós, e submeto-me desde já às críticas e opiniões contrárias.

Sou contra as praxes. Pelo menos, contra as praxes contra quem não quer ser praxado, contra as praxes como obrigação de quem entra na universidade. Contra as praxes como ritual de humilhação. Acho piada, por exemplo, às aulas falsas, e outras coisas do género que, essas sim, visam os caloiros como um todo e pretendem, a brincar, pô-los à vontade numa fase de transição que é sempre complicada. Gosto de praxes que não incidam pessoal e particularmente sobre a pessoa de cada caloiro, mas sim sobre o grupo de novos estudantes como um todo, em que ninguém é obrigado a deixar-se pintar, cagar (desculpem a expressão, mas parece que há sítios onde os esfregam mesmo com merda), despir, ridicularizar e expor de forma humilhante aos olhos de umas dezenas ou centenas de so called veteranos...

Poupem-me a conversa da integração, do dar as boas vindas aos caloiros, do estabelecimento de amizades para a toda a vida. Não é preciso uma pessoa pôr-se de gatas à frente de outra para se fazer uma amizade, acho eu.

Pode haver pessoas que, de facto, sintam as praxes dessa forma e as recebam alegremente. Óptimo para eles. Mas deixem lá os outros em paz. Para muitas pessoas, as praxes e o medo delas levam a que os primeiros dias na universidade sejam encarados com medo e angústia, e não são esses os sentimentos que se devem guardar de uma época de mudança tão marcante.

Já que perguntam, eu baldei-me às aulas na primeira semana de faculdade. Entrei uma semana depois, com um ar falsamente descontraído, procurei as salas como quem sabe perfeitamente para onde vai, e tive a sorte de não repararem em mim. Menos mal. Mesmo assim, preferia ter entrado genuinamente descontraída no primeiro dia sem a sensação de ter de andar a fugir.

Mais tarde, também fui veterana, claro. Também passei tardes no bar a jogar às cartas. Também entrei no espírito académico, até certo ponto. Mas nunca participei nas praxes. Não faças aos outros...

É Tudo Igual

Uma das desvantagens de trabalhar em casa é que as sextas-feiras já não transmitem aquela sensação de expectativa, de antecipação de um fim-de-semana ocioso pela frente, de "sexta-feira nem que chova", por assim dizer.

Ah, então são estes...

É um prazer pôr caras nos nomes!

Oh pessoal do Gato Fedorento, peço muita desculpa, olhem que fazia-os mais velhos, vá-se lá saber porquê. Afinal são novos e jeitosos, e carregadinhos de piada. Já agora, vejam o programa.

Cambada de chupistas...

quinta-feira, setembro 25, 2003

O simpático do Stephen King

Para quem tivesse dúvidas, ponham os olhos nisto: aqui há tempos (largos, uns dois ou três anos), vi no site do Stephen King que se podia mandar um livro para ele autografar. Na altura mandei um mail a perguntar mais pormenores e responderam-me que estava na lista e que depois me avisavam.

Fast forward três anos, ontem chega-me um pacotão a casa com um livro (que eu não mandei) autografado e uma cartinha muito simpática, a pedir muitas desculpas pela demora, e a dizer que, para compensar, me ofereciam o livro (um calhamaço de capa dura, não é cá dessas edições ranhosas que se desfazem passado duas semanas).

Como eu tenho quase todos os livros dele, lá fiquei com o "Black House" repetido, mas também era demais pedir que ele tivesse acertado nos dois ou três que me faltam, não era?

Tédio na TV

Os concorrentes do Big Brother são todos iguais uns aos outros que até enjoa. Não sei o que queria dizer o José Eduardo Moniz com "castings minuciosos" e "o melhor grupo de sempre". São indistinguíveis.

No Ídolos, os que lá estão agora já cantam todos bem, acabou a piada. O júri vai regressar ao relativo anonimato, a paz regressa à SIC.

Já não dá a Família Royle nem a Liga de Cavalheiros na RTP2 e as séries no canal Fox já se repetiram para aí três vezes.

Se não fosse o Jornal da TVI e o Mad TV isto estava uma tristeza (não que o primeiro tenha alguma coisa a ver com o segundo, obviamente, longe de mim...)